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Eu, criminosa, me confesso

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Foto de Mark Dumbleton, 2008 Certo dia, ocorreu-me resumir: “Os filhos, para os pais, são sempre crianças; os pais, para os filhos, são eternos.” De facto, custa-me processar o envelhecimento dos meus pais. Já eles continuam a apresentar-me como “a minha mais nova” – e, invariavelmente, a minha irmã como a “mais velha” deles. O destino assim quis. Algo semelhante sucede com o Pedro, que ainda ouve o pai interpelá-lo com um: “Ó rapaz...”. Eis-nos crianças nos braços da eternidade. Nunca encarei a maternidade como um desígnio. Mas, ao primeiro som da minha filha, tive uma certeza imediata: “Ela é minha, e eu estou aqui para a proteger.” Nunca compreendi a parentalidade quando ma tentaram explicar. Não tento explica-la aos outros. A mudança é profunda e misteriosa. Não me lembro da minha vida antes dela e, por mais difícil que se torne (e torna!), por mais desafios que imponha (e são muitos…), nunca houve um instante de arrependimento – nem sequer de ressentimento. Ela é minha, e sei, d...

É Mentira?

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É mentira ? 1 de abril. Mais um dia? Outro dia? Ou, na verdade, todos os dias? O dia 1 de abril nem sempre foi igual aos outros. E nem sempre foi o Dia das Mentiras, das partidas e dos “tolos” que se deixam enganar – ou que enganam e até mesmo se enganam. Uma das explicações mais populares para a origem desta tradição remonta ao século XVI, com a introdução do calendário gregoriano pelo Papa Gregório XIII, em 1582. Antes dessa mudança, o Ano Novo era celebrado entre 25 de março e 1 de abril. Com a adoção do novo calendário, a celebração do Ano Novo passou para 1 de janeiro. No entanto, algumas pessoas continuaram a festejá-lo em abril, fosse por resistência à mudança ou por desconhecimento da nova regra. Estas pessoas tornaram-se alvo de ridicularização e partidas, sendo apelidadas de "tolos de abril" (" April’s fools "). Com o tempo, este costume espalhou-se e evoluiu para o que hoje conhecemos como o Dia das Mentiras. Com a proliferação de informações falsas, a c...

3.1415926535...

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  …8979323846 2643383279 5028841971 6939937510 5820974944 5923078164 0628620899 8628034825 3421170679… O leitor estará a perguntar-se: será que estes dois estão bons da cabeça?! Que números são estes? Não sabemos se a sua opinião sobre nós melhorará ao revelarmos que esta é apenas uma ínfima parte de uma sequência infinita. Por isso, rejubile! Limitámo-nos a listar apenas os 100 primeiros dígitos da constante matemática π (pi). A descoberta de que a razão entre a circunferência e o diâmetro de um círculo é constante – representada por π – surgiu na antiguidade e tem fascinado a humanidade desde então. Os antigos egípcios e babilónios mediram-na; génios gregos como Arquimedes demonstraram-na e estabeleceram limites (entre 3,1408 e 3,1428); estudiosos chineses e indianos refinaram a sua precisão; e matemáticos medievais e modernos revelaram a sua verdadeira natureza. O que começou como uma simples observação em objetos circulares transformou-se numa constante matemática profunda. ...

Aplicações móveis, atividade física e promoção da saúde

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Temos o prazer de partilhar convosco a publicação de um artigo científico (da nossa autoria), cuja análise empírica se motiva na inatividade física e no excesso de peso e obesidade como fatores de risco significativos para a mortalidade a nível global. O artigo pode ser consultado aqui:   link . Neste estudo, exploramos o papel dos aplicativos móveis na promoção da atividade física, destacando a sua relevância enquanto ferramenta de saúde pública. Os resultados indicam que a utilização destas aplicações está associada à adoção de hábitos saudáveis, sobretudo devido à possibilidade de autoavaliação, monitorização contínua e definição de metas personalizadas. A motivação dos utilizadores parece estar mais relacionada com o acompanhamento do próprio desempenho do que com estratégias tradicionais de fidelização, embora a gamificação possa desempenhar um papel relevante quando equilibrada de forma adequada. O artigo apresenta ainda implicações políticas para maximizar os benefícios dest...

Homens de sucesso e outros que tais

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  Mitos Urbanos. Quando começámos a escrever esta crónica sentimo-nos como uma mulher à beira de um ataque de nervos – algo que parece ser um privilégio exclusivamente feminino (ou assim sugerem os estereótipos). Naturalmente, foi a Priscila quem teve o chilique, o Pedro manteve-se hirto e firme como uma barra de ferro . Foi como aquele clássico momento em que vamos a um evento e, de repente, percebemos, horrorizados, que não temos absolutamente nada para vestir ! Toda a gente sabe como as mulheres são: indecisas, emocionais, ignorantes, incultas, ressentidas e vingativas. Tomam decisões com base em opiniões alheias, tentam enquadrar-se em padrões impostos por outros e, claro, estão tão obcecadas com a aparência, com o que os outros dizem, e com o que eles pensam que mal têm tempo para criar uma ideia própria. Mas deixemos isso para trás e avancemos para o que realmente importa: os homens. É que as mulheres são complicadas e seria uma canseira escrever sobre elas ; já os homens s...